Neuroses são todas as minhocas que passam pela minha mente, do irresponsável do trânsito até aquela música que não sai da cabeça.
terça-feira, 8 de março de 2016
Meu amigo hindu
terça-feira, 10 de março de 2015
Golpe Duplo (Focus)
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Sniper Americano
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Dica de filme: De Passagem
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Cinema: Lincoln
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Cinema: A Viagem (Cloud Atlas)
domingo, 16 de dezembro de 2012
As Aventuras de Pi
sábado, 1 de dezembro de 2012
Filme: Os Penetras
domingo, 1 de abril de 2012
Shame

Um homem em nu frontal, exposto sem barreiras ou censuras. Assim começa Shame, ironizando ao mostrar uma imagem que é o oposto do personagem.
Brandon (Michael Fassbender) nunca chega no horário, não se permite ter relações efetivas estáveis e extravasa suas neuroses no sexo, tornando este mais uma compulsão do que um prazer.
Seu mundo é sacudido com a chegada da irmã, uma mulher que se envolve rapidamente e já flertou com a morte várias vezes. Ao resolver ser cuidada pelo irmão, tira totalmente a sua intimidade, fazendo com que Brandon acumule toda a sua raiva, até explodir.
Aliás, Cissy (Carey Mulligan) é a responsável por uma das cenas mais bonitas, ao dar uma nova (e melancólica) versão a música New York, Nem York. A voz doce toca o mais duro dos telespectadores, pois sua solidão invade o ar e a torna palpável.
Os dois personagens são solidários. Como irmãos, carregam um peso que afetou definitivamente a sua forma de viver, e isso os fazem procurar por uma falsa segurança ao seguir suas compulsões.
Um filme para observar e refletir, não é para rir ou procurar um final feliz. Mas também não é extremamente marcante, já que o seu contexto não foge muito de algumas histórias, que julgamos malucas, e estão nos jornais diariamente.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Sessão de Cinema: O Talentoso Ripley e Terra Fria

e ver sua vida esmiuçada, onde mentiras acabam revelando verdades dolorosas do passado. quarta-feira, 23 de março de 2011
Cinema: Cisne Negro

Conforme a pressão aumenta sobre a personagem, mais difícil fica ao telespectador diferenciar o real do imaginário. Por isso ouso dizer que é isso que torna o filme surpreendente, pois o final é previsível, embora isso não o torne mais leve ou menos erótico, pois a sensualidade a maldade são os alimentos para o cisne negro.
Com uma excelente atuação de Natalie Portman, o Oscar de melhor atriz de 2011 foi mais do que merecido, onde o auge ocorre nas transformações dos cisnes (de branco para preto e finalizando com o branco). Seus gestos e ações provocam compaixão, pulos na poltrona e uma angústia que podem durar mais do que duas horas.
Alguns podem achar que a história é sobre a loucura (como ouvi na saída do cinema), mas eu diria que é sobre se libertar. E esse é o grande desafio ao subir o letreiro, se libertar da história de Nina.
Mesmo assim, ainda concordo com a estatueta para O Discurso do Rei. São filmes diferentes, pois se O Cisne Negro é denso e opressor, O Discurso do Rei é inteligente e envolvente, mas ambos merecedores de serem assistidos.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Pré-estréia: Ritual
Na cena inicial vemos Michael realizando o ritual de arrumar um cadáver. Ele é um agente funerário como o seu pai, mas louco para se livrar daquela vida. Conforme confessa a um amigo, na sua família só existem dois caminhos: dar continuidade ao negócio do pai ou ser um seminarista. Ele acaba optando pelo segundo.
Desse ponto em diante o filme mostra o amadurecimento de Michael, vivido pelo ator Colin O’Donoghue, que atinge o seu ápice ao ser enviado a Roma para um curso de exorcismo, única opção dada por seu mestre após ele haver pedido seu desligamento no seminário. Mas não é na sala de aula que ele irá encarar os seus demônios (literais e virtuais). Através do padre Lucas (o maravilho Anthony Hopkins) ele irá questionar a fé e se defrontar com lembranças antigas. O filme também conta com Alice Braga, vivendo o papel de uma jornalista em busca de respostas para velhos problemas.
Com a garantia de alguns sustos, o filme pauta a questão da crença, seja ela religiosa ou em si mesmo, e a questão dos outros definirem o seu destino, pois é isso que Michael transpareceu pra mim. Se o padre Lucas é um homem que também tem suas dúvidas, por outro lado ele parece ter muita certeza das decisões que toma. Já Michael é um menino-homem que tem todas as suas decisões decididas por qualquer outro evento, menos a sua própria vontade.
O filme entra em cartaz em Porto Alegre amanhã, dia 11/02/2011.







