Neuroses são todas as minhocas que passam pela minha mente, do irresponsável do trânsito até aquela música que não sai da cabeça.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Uma sexta sem cor
domingo, 4 de janeiro de 2015
Bom dia, 2015
Você está apenas engatinhando, mas ao contrário dos anos anteriores, não espero nada de ti. Optei em rever o passado para viver melhor os teus dias.
"Tempo tempo tempo mano velho"
Não o tive, nos últimos meses ele foi ocupado quase que 100% pela obrigação e pelo cansaço.
E cá ficou o blog e quase tudo o que eu gosto esperando o depois.
"Não é o ano que muda, somos nós que devemos mudar"
Muitas mensagens propagavam isso nas redes sociais antes e após a virada. Para alguns parece desesperança, para outros, um desafio.
Optei em encarar pelo desafio. O que devo mudar? O que deve permanecer?
"Desapega, desapega"
Limpar. Tirar do guarda-roupa o que é antigo. Rever o meu estilo. Simplificar. Separar no escritório o útil do inútil.
"E em 2015 eu não vou me perder por ai"
Redescobrir para saber onde está. Saber o que acontece fora da redoma onde andei nos últimos dois anos. Rever os objetivos e ver quais ainda estão de acordo com a realidade. Parar de se cobrar resultado pelo que não me dá retorno.
"Cada um no seu quadrado"
O mais difícil. Parar de julgar e me irritar com aquilo que considero errado. Muitas coisas me magoaram em 2014, coisas que não possuem remendo. Filtrar mais as informações que recebo, aprender a conviver com as injustiças e principalmente, manter a boca fechada quando as palavras irão apenas bater em portas fechadas.
"O Mundo de Bob"
Então fica combinado. Menos stress e sapos. Botão de desliga quando o único resultado será dor de estomago ou cabeça. Como ouvi na véspera da virada ao tentar alertar uma pessoa: cada um com os seus problemas.
"Resumo da ópera"
Se for para eleger um objetivo, é o de se tornar mais leve. Menos perfeccionista e mais otimista. Menos rugas e mais sorrisos. Para uma legítima capricorniana, é difícil, mas acho que vale a pena.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Tchau Fevereiro
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Ano novo, vida igual?
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Minha decepção musical de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Saindo do Ninho

O que torna um lugar o nosso lar? As histórias que vivemos? Conquistas e derrotas? Saber voltar sem GPS independente do dia e hora? O primeiro pensamento quando sentimos necessidade de proteção?
Mas, e quando além da casa física, lá está, como no meu caso, a figura da mãe? O café na mesa, a cama arrumada, a roupa passada, cafuné para os dias de cólica, o beijo de boa noite?
Só que a natureza nos manda crescer. Um dia encontramos uma pessoa com quem gostamos de dividir todos os momentos e lá pelas tantas casamos, seja da forma oficial ou o famoso morar junto. E a voz do povo já diz: quem casa quer casa.
Demorei três meses para chamar a minha nova moradia de casa, mesmo indo com frequência para ajustar tudo. Ir pra casa, ainda é, literalmente, ir para a casa da mamãe.
E agora que está chegando o grande momento, de pegar as coisas e se mudar em definitivo, virar adulto, ser responsável por limpar, organizar e dividir o gerenciamento de uma nova família. Cortar o cordão umbilical invisível.
Apesar de já não ser tão jovem, é impossível não sentir o frio na barriga. A criança que existe em mim pergunta se não posso adiar mais um pouquinho? A mulher cruza os braços e afirma que já passou da hora.
Enfim, as mudanças na vida adulta também são doloridas, embora recompensadoras. Por isso é hora de colocar todas as desculpas de lado e sair de uma porta para entrar inteira pela outra.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Vampiros emocionais
Um tempo atrás ouvi esta expressão que caracterizava aquele tipo de pessoa que exige muito de quem está ao seu redor sem dar nada em troca. A principal tática do vampiro emocional para sugar a sua alma, é a utilização da chantagem e da culpa para te convencerem a agir da maneira que eles desejam.
Este tipo de pessoa também costuma desdenhar e elogiar o próximo, como uma forma de te deixar abaixo e próximo a ele ao mesmo tempo. Afinal, você não é perfeito, mas tem uma determinada qualidade que o vampiro admira. E como ele se diz teu amigo, nunca irás desconfiar que exista outro interesse além do seu bem-estar e não uma inveja latente ao qual você não entenderia a razão.
Tenho a impressão que eles estudam, analisam e testam aqueles que irão atacar. Quando julgam que a vítima já perdeu a consciência, começam a cravar os seus caninos em suas almas. Este é o momento em que você pode acordar. Pois uma leve dor é sentida e a maldade é latente. Seus pontos fracos vão estar expostos e as cordas que irão te transformar em marionete desta criatura estão visíveis.
Já me deparei com diversos vampiros emocionais nestes meus trinta e poucos anos. Alguns nada sutis, outros mais envolventes que a cobra que tentou Eva no paraíso. Muitos me feriram, mas nenhum capturou a minha alma. Sofri mais tentando tirar outras vítimas de suas garras e curando as suas feridas.
Mas ainda não descobri se existe algum antídoto para fazer este monstro ficar escondido em dias de sol. Principalmente quando os seus ataques te pegam em um dia mais frágil, em que morder a língua é necessário, mas enxugar as lágrimas se torna inevitável. Então por enquanto me cerco das pessoas que realmente me amam e me respeitam, pois elas são o meu melhor escudo para evitar um confronto direto ou ceder aos argumentos de quem só quer te derrubar.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Eu queria uma máquina do tempo
Eu queria uma máquina do tempo que me fizesse retornar ao momento em que escolhemos o nosso apartamento, e assim não fechar negócio.
Eu queria voltar no tempo no momento em que resolvi trocar de carro, e naquele momento não comprar uma bala sequer, e economizar tudo para comprar a minha casa ou apartamento à vista.
Mas não existe uma máquina do tempo, apenas a dor que faz com que eu chore convulsivamente enquanto escrevo estas palavras. No momento nada pode aliviar a frustração que eu sinto por ver todo o nosso processo de compra do que deveria ser o nosso primeiro lar se transformar em um recordista de erros.
Casar e não poder dividir o mesmo teto com a pessoa escolhida, ter um imóvel em seu nome e não saber onde vai morar no mês de fevereiro. Estar numa corrida contra o tempo e vendo todas as suas chances diminuírem mês a mês.
E eu que resolvi iniciar 2011 tendo mais fé nas pessoas, chego nos seus dias finais não tendo mais fé nem em mim mesma.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Quando nem o sinal de fumaça aparece
Uma amiga me disse que o marido lhe trouxe um livro bem legal, chamado “Por que os homens se casam com mulheres poderosas”. Nestas últimas semanas eu confesso, não queria ser poderosa, queria ser dondoca.
Meu cansaço é extremo. Não consigo nem entrar em crise. Acho que nem ritalina prende a atenção. A dor de estômago voltou a ser minha amiga diária, e os livros seguem abandonados junto de milhares de papéis que ocupam minha pequena mesa.
Tendo enxergar um sinal, mesmo que seja de fumaça, para me orientar no meio dessa confusão, mas ou os óculos estão embaçados, ou estou tão soterrada que nem ela consigo enxergar.
Mas chega de conversa e me vou enfrentar meus monstros, nem que seja através da agenda, o GPS manual do meu mundo atual.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Voltando a infância
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Esquecer

segunda-feira, 4 de abril de 2011
Na Corrida
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Besteiras do meio-dia
De que raios estou falando: do apartamento que teve a entrega atrasada, do casamento que não tem nada reservado, das milhares de coisa que preciso fazer. Do fato de ter economizado bastante e não ter ficado rica (chegando a conclusão que está certo quem aproveita o dinheiro e não deixa a vida passar).
Sinto que os 33 trazem estranhas mudanças em mim, e isso me deixa ainda mais ansiosa, mas isso não me faz atacar uma barra de chocolate, pelo contrário, chego a ter repulsa só de pensar (eu não disse que estão ocorrendo estranhas mudanças em mim?).
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Nem nos meus sapatos
No meu caso sapatos são objetos de desejo e inveja. Calma, não se assuste, já explico a razão de um termo tão forte. Minha inveja se refere a quem pode utilizá-los. Sim, pois compro no máximo um sapato por ano, visto que é quase impossível achar um que se adapte aos meus delicados (para não dizer anormais) pés.
Estou quase firmando uma sociedade com a band-aid de tantos que utilizo no verão, visto que até as chamadas sandálias da linha confort provocam bolhas nos meus dedos e calcanhares. Quando se trata das normais, consigo a proeza de chegar a cortar aquela parte fofa embaixo do pé.
Já me disseram que tudo é questão de hábito. A sugestão é me tornar masoquista, abandonar os meus fiéis tênis e suportar até o pé ganhar resistência. Embora não seja promessa de ano novo, estou tentando. Mas como ninguém me disse que não poderia tirá-los, estou agora com eles livres, leves e doloridos, enquanto a minha sandália carrasca aguarda próxima a minha menor necessidade de deslocamento.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Entre árvores e bons velhinhos
O que mudou em 2010? Um final de semana em Gramado. Ao atravessar uma rua no meio da tarde de sábado é possível se deparar com um ônibus cheio de senhores vestidos de vermelho e com longas barbas brancas. Todos sorriem e abanam com firmeza e calma que lhe são características.
Eles também podem se tornar gigantes, caminhando pelos pontos turísticos e sendo vistos de diversos pontos.
Mas o momento sublime ocorre às 21hs, quando a cidade está com todas as luzes da decoração apagada. A grande árvore começa a se iluminar aos poucos até que bum, tudo se ilumina e é impossível segurar o sorriso. O grande “AH” que quebra o silêncio indica, todos voltaram a ser criança.
Quando retornei no domingo, estava com o meu espírito natalino acordado, desejoso por uma árvore com bolas coloridas na sala, bonitos pacotes de presente e uma mesa cheia de amor e carinho e é claro, uma folha de calendário para fazer a contagem regressiva, afinal, o que Papai Noel irá me trazer?
quarta-feira, 24 de março de 2010
Férias e Tempo
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Objetivos
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Oh Pai
No disco Like a Prayer de 1989, Madonna gravou essa música que era um desabafo sobre o relacionamento que ela própria havia tido com o pai. O que eu não imaginava era que o clipe que havia me emocionado aos 11 anos de idade iria refletir tão bem os sentimentos que envolviam a mim e ao meu próprio pai ao longo de 29 anos.
Meu pai veio de uma família sem amor, onde visitas são obrigações sociais e o sucesso é como uma desgraça, como se fosse feio ter carreira e uma vida estruturada. Mas minha mãe criou uma base sólida para a nossa pequena família e impedia que ele trouxesse essa ignorância ao extremo. Por isso, na minha formatura, ele encontrava-se furioso. Ter a única filha diplomada não era nada perto do jogo de futebol que ele estava perdendo. Mas não me importei, afinal, aquela conquista não tinha colaboração dele (nem mesmo financeira) e eu já estava acostumada com o seu jeito grosso e sem educação. Se ainda o respeitava, era simplesmente pelo fato de minha mãe o ter escolhido para companheiro por toda a sua vida.
Mas um belo dia ele partiu. Resolveu que não era feliz. Na verdade ele havia encontrado uma mulher semelhante a ele. Não houve beijo ou abraço, ele simplesmente passou por mim e disse tchau.
Hoje, faço terapia. Após fazer uma análise da família, a psicóloga disse que ele apenas repete um círculo vicioso herdado de seus pais. Questiona se desejo encontra-lo e digo que não. Pois uma paz reina em nosso lar agora.
A recuperação da estima é lenta. Feridas que são mantidas abertas anos a fio demoram para cicatrizar, mas esse dia vai chegar e finalmente irei cantar o último refrão dessa música com mais convicção do que agora.




