Neuroses são todas as minhocas que passam pela minha mente, do irresponsável do trânsito até aquela música que não sai da cabeça.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Clube de Leitura – Segundo Encontro
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Desmemoria Visual
Ah, também tem o caso do você se lembra de mim? Já cheguei a trabalhar um ano inteiro com uma pessoa, passaram-se alguns anos e ela surge na minha frente, com um sorriso no rosto, me chamando pelo nome e eu ali, feito uma pateta, sem saber quem é e nem ao menos disfarçar (eu reconheço, sou melhor diretora do que atriz).
Mas o preocupante mesmo foi neste último mês. Experimentei uma roupa que eu lembro ter achado linda. Fiz uma contraoferta e a loja não aceitou. Como não retornei, após quase um mês, a vendedora entrou em contato aceitando a oferta. Só que eu não me lembro da roupa, só do preço (que agora é assustador). Minha mãe diz que a roupa é linda, mas eu não me recordo de um misero detalhe (aliás, eu me lembro de outras duas roupas que eu experimentei, mas não da que aparentemente gostei).
Em relação as pessoas, até não me preocupo muito, pois se a Marta Medeiros tem o mesmo problema, por que eu não posso ter?
Mas quanto a roupa, será isso um sinal? Será que eu gostei mais das outras e não da que eu não me lembro? Será velhice? Falta de vitamina? Atenção? Distração?
Então, doutor, preciso saber antes de esquecer do senhor, meu caso é grave?
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Do Quadrado ao Mar
As casas coloridas hoje são cafés e lojas (algumas de marcas famosas). Infelizmente estavam todas fechadas no horário em que realizamos o passeio.
Perto da igreja existem postes coloridos. A brincadeira é que se você rodar três vezes nestes postes, irá encontrar um marido rico (como já sou noiva, não participei da brincadeira, só fiz uma foto para assustar o noivo).
A igreja é bastante bonita. Como nas demais, não é possível fotografar dentro dela. Então recorri ao zoom para guardar uma amostra de como é o local. É um lugar que gostaria de retornar com mais calma.
A praia de Trancoso é bonita, com restaurantes junto a mesma. O mar possui ondas e a água não estava exatamente morna, puxando mais para o frio. A cor também não é das mais claras. Mas é um local bem gostoso para se passar a tarde.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Doce só no nome

Nestas últimas semanas veio a notícia do fim da vila chocolatão, que de doce só tinha o nome. Lembrei-me de uma menina muito bonita que circulava sempre na hora em que eu estava chegando. Com os olhos muito claros e cabelos loiros e cacheados, ela literalmente saltitava (algumas vezes no capo dos carros). Mas por mais infantilidade e alegria que suas ações pudessem passar, eu não conseguia encontrar isso refletido no seu rosto, muito menos no seu sorriso.
Fiquei pensando que fim ela levou. Se continua viva. De que forma essa mudança está influenciando na sua rotina. Pois ela deve ser uma adolescente agora... não tendo chegado aos vinte anos ainda. Mas ao contrário dela e de seus amigos, espero sinceramente que essa nova geração tenha uma infância mais sadia brincando entre os pátios do que catando moeda no meio de ruas apertadas. Pois o futuro só vira presente se aproveitamos todas as fases da vida.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Janelas

A única coisa que se sabia é que ela havia amanhecido assim. Tentaram lhe fazer sentar. Quem sabe comer uma fatia de bolo. Ou até mesmo retornar ao quarto, que para o único homem da casa, deveria ser o lugar de onde nunca deveria ter saído.
Com o olhar fixo no horizonte, algo lhe dizia que nada do que planejava iria acontecer. Não sabia a razão do medo. Nem de onde vinha estranha certeza. Pedia sinais. Orava por proteção. Mas nem quando opacos raios de sol escapavam entre as nuvens, a esperança lhe voltava ao olhar.
Aquele foi o primeiro de muitos dias. E realmente, tudo o que a menina-mulher havia planejado, não havia se concretizado. Não por força do destino, mas pela razão da moça continuar encostada no vidro da janela, agora com as roupas úmidas pelas próprias lágrimas.
Sua morte gerou sentimentos conflitantes. As empregadas suspiravam aliviadas por finalmente poderem limpar o local. O cunhado finalmente pode ler o seu jornal em paz. O noivo corria, em dúvida entre cancelar os contratos ou arrumar uma nova esposa. E a mãe preferiu se aproximar da janela do quarto da filha e chorar, entendendo pela primeira vez a dor que ela sentia.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Sorte e azar?

Em uma rápida pesquisa sobre a origem desta data (made in o velho e bom Google), a que mais me convenceu foi a do site Aventuras na História (http://historia.abril.com.br/cotidiano/sexta-feira-13-faz-700-anos-435428.shtml), que cita a caçada aos cavaleiros templários. Conforme o site, no dia 13 de outubro de 1307 soldados abriram mensagens enviadas pelo rei Filipe IV, e assim os templários que viviam na França foram presos, torturados, excomungados e queimados.
Abandonados pela igreja, eles acabaram extintos (Será? Conforme o Dan Brown não, mas deixa pra lá). Mas com certeza para essa turma, mais do que azar, a sexta-feira 13 foi o início de uma grande traição e mudanças de atitude.
A sexta-feira 13 também serviu de inspirações para filmes (tendo uma série quase interminável) e livros. Entre sangue, garotas seminuas e gatos pretos, a garantia de dar um belo pulo na poltrona, agarrar o braço da pessoa ao lado ou até mesmo jogar toda a pipoca na cabeça da criatura da frente.
Eu, particularmente, sempre gostei da sexta-feira 13. Na adolescência, por causa das festas (ótima desculpa para usar uma fantasia), e como toda mulher tem um lado meio bruxa, não existe dia melhor para as solteiras colocarem o sexto sentido para funcionar e quem sabe encontrarem um grande amor ou simplesmente beijarem muito.
Mas sorte ou azar quem faz é a gente. Afinal, se houvesse um dia certo, bastava ficar em casa, quietinha na cama, enrolada no edredom com a luz apagada. Pensando, bem... será que os meus chefes são supersticiosos? Seria muita sorte se eles aceitassem a ideia de deixar os funcionários em casa nesta data.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Achados e Perdidos
Fiquei curiosa em saber se alguém já entrou em contato. Fiquei encucada pensando se existe alguém que tenha coragem em ficar com um objeto que, por mais valor financeiro que possa ter, é um verdadeiro laço emocional. É a presença dele aqui, é o saber de que ela não está desprotegida por ter um pedaço do seu carinho sempre em seu braço.
Nas breves palavras do cartaz, senti toda a dor da perda e desejei que alguém encontre o objeto e o devolva. Tem dois telefones e um endereço de e-mail. É impossível não acha-la. A menos que o destino tenha colocado um estranho, uma criatura que passou por aqui apenas para fazer uma entrevista e nunca mais voltou, levando consigo algo que não lhe pertence.
Mas... e se ninguém o encontrou? Se por uma brincadeira do destino, a pulseira era pequena e foi via ralo? Ou até mesmo pela descarga? Afinal, ela foi perdida em um banheiro. Quando eu era pequena, duas correntes se foram pelo ralo do chuveiro. Lembro que chorei muito. Ninguém gosta de perder.
Boa sorte a Larissa, que ela encontre o seu elo de ligação. E mais boa sorte a todos nós, que muitas vezes perdemos aquilo que nem sabemos que havíamos ganhado.