sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Cuidados na hora da vistoria

Antes de aceitar as chaves do seu novo apartamento, não esqueça de fazer uma vistoria cuidadosa do imóvel. Alguns itens a serem observados:

- Portas: elas abrem e fecham normalmente? Ao fecha-las, empurre, para se certificar de que ela realmente está encaixada.
- Janelas: Abrem e fecham normalmente? As persianas funcionam? As esquadrias estão bem colocadas?
- Piso: verifique o nível, principalmente na área de serviço, onde a máquina de lavar será colocada, um desnível desse ponto pode gerar problemas de centrifugação na mesma.
- Vaso sanitário: estão funcionando corretamente?
- Torneiras: peça para abrir o registro para verificar as duas saídas.
- Paredes: estão corretas?
- Acabamento: Não tem resto de cimento, rejunte, espaços entre os azulejos?
- Espaço para fogão, geladeira, máquina de lavar roupa: certifique-se que o espaço está adequado, se a pia foi colocada no local correto, se não existe nada que impeça a colocação de qualquer um deles.

Tudo isso é importante para não iniciar sua nova vida cheia de pequenos problemas. Semana passada eu realizei a vistoria no meu, optei por não receber as chaves para que a correção fosse feita de forma mais rápida, pois enquanto eles não entregam, o condomínio é de responsabilidade da construtora, o que garante um pouco mais de agilidade, já que o prazo é de semanas e não de meses como ocorre quando já se é morador.

O que encontrei de problema no meu:
- Desnível no espaço da máquina de lavar na área de serviço;
- Sacada com cerâmica recortada;
- Excesso de massa junto aos degraus;
- Falha no rejunte do box do banheiro;
- Falta cerâmica no lado interno da mureta do box;
- Falha no rejunte das cerâmicas do banheiro;
- Falha no reboco do teto (parede parece torta);
- Guarnição lascada em um dos banheiros;
- Vaso sanitário com parafusos soltos e descarga não para de recarregar;
- Fresta em uma das esquadrias.

Não é muita coisa, mas são coisas chatinhas de serem arrumadas quando já se está morando. No caso do reboco do teto, é algo que gera menos problemas de ser corrigido agora do que depois que for colocado o piso.

Para a vistoria, fui munida de máquina fotográfica, trena e verificador de nível. São coisas simples, mas auxiliam no registro. Faça pergunta, tire dúvidas, não deixe a pressa gerada pelo atraso abusivo na entrega o faça aceitar algo que ainda vai gerar mais dor de cabeça. No meu caso, as correções já estão sendo feitas, então as duas semanas a mais que irei esperar pela entrega irão me afetar menos do que meses correndo atrás a engenharia para fazer pequenos consertos.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dica de verão: Sorvete Laka



Durante anos resisti a tentação de comprar essa delícia devido ao preço pouco convidativo. Mas depois de comprar por engano uma torta de sorvete que me custou a bagatela de R$ 55,00 (só que pela confusão de etiquetas eu jurava que era vinte e poucos) e o depoimento de uma amiga de que o sorvete era igual a uma mousse de chocolate branco que eu adoro, parei de ser Tio Patinhas e levei o meu pote pra casa.

O sorvete Laka da Kibon não é gostoso, é delicioso. Com pedaço de chocolate branco, ele é dos deuses para os adoradores deste tipo de chocolate.

Para quem quiser incrementar, ele consegue ficar ainda mais delicioso se for acrescentada calda de chocolate meio amargo. Agora, para quem quer ficar com menos dor na consciência, ele também combina perfeitamente com salada de fruta.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ano novo pessoal

Aniversário. Dia de receber mensagens carinhosas. Presentes legais. Telefonemas gostosos. É o nosso ano novo particular, onde um novo ciclo se inicia, e os desejos de sucesso, saúde, dinheiro se renovam.

Também é um dia de análise. Quando se é adolescente, fazemos planos mirabolantes para o futuro. Ao entrar na fase adulta, temos planos ambiciosos. E quando chegamos aos trinta?

No caso de uma mulher, existe a análise do rosto, a procura por novas rugas ou linha de expressão. Uma revisão do corpo do corpo, muita vezes usando a revista da moda como checklist para comparação.

Seria mentira minha dizendo que não passei pelo parágrafo anterior, mas isso está servindo para me cuidar mais. Mas o ponto é que agora me preocupo em aproveitar mais o meu tempo livre.

Hoje, eu quero ganhar o suficiente para viajar, ir ao cinema, teatro e shows. Presentear quem eu amo e ficar em casa jiboiando ao lado do meu amor. Não quero trabalhar dezoito horas por dia, pois isso não me deixa tempo para beijar. Não levo trabalho pra casa, pois isso me impede de ficar ao lado das pessoas que amo.

Meu objetivo hoje é ser uma boa profissional, mas um ser humano melhor. Quero fechar cada ciclo com ótimas histórias para contar, lembranças que ainda me trarão alegria quando eu tiver oitenta anos.

Agradeço aos meus 33 anos, que me mostraram um lado muito mais rico da vida. Que essa pequena sabedoria torne o 34 ainda mais cheio de fatos, amigos e novidades.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Eu queria uma máquina do tempo

Eu queria uma máquina do tempo que me fizesse voltar ao dia em que escolhemos o banco em que iríamos realizar o financiamento, sabendo que a primeira pergunta que eu deveria fazer aos outros bancos não era o valor da taxa, mas se eles tinham parceria com a mesma assessoria de crédito imobiliário da construtora.

Eu queria uma máquina do tempo que me fizesse retornar ao momento em que escolhemos o nosso apartamento, e assim não fechar negócio.

Eu queria voltar no tempo no momento em que resolvi trocar de carro, e naquele momento não comprar uma bala sequer, e economizar tudo para comprar a minha casa ou apartamento à vista.

Mas não existe uma máquina do tempo, apenas a dor que faz com que eu chore convulsivamente enquanto escrevo estas palavras. No momento nada pode aliviar a frustração que eu sinto por ver todo o nosso processo de compra do que deveria ser o nosso primeiro lar se transformar em um recordista de erros.

Casar e não poder dividir o mesmo teto com a pessoa escolhida, ter um imóvel em seu nome e não saber onde vai morar no mês de fevereiro. Estar numa corrida contra o tempo e vendo todas as suas chances diminuírem mês a mês.

E eu que resolvi iniciar 2011 tendo mais fé nas pessoas, chego nos seus dias finais não tendo mais fé nem em mim mesma.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Talheres e Time

Praça de alimentação do Shopping Iguatemi. Aproveitei que estava de férias para realizar as compras de natal, o que nos possibilitou almoçar um pouco mais cedo do que a grande maioria.

Enquanto aguardávamos os nossos pedidos, um casal de idosos sentou-se à mesa ao lado. Ambos com o cabelo pintado. Ele de camisa, casaco, calça social e sapato. Ela de vestido e com jóias. Muito bonitos e arrumados.

Mas o que nos deixou literalmente de boca aberta foi o momento em que ele resolveu retirar a bandeja usada que se encontrava na mesa escolhida. O fato de coloca-la em outra mesa não causou estranhamento, mas sim de pegar os talheres que estavam na mesma e colocar na sacola de supermercado que eles carregavam.

Um pequeno furto, já que o cargo e faca não devem custar dois reais se vendidos de forma avulsa, mas o ato em si foi muito chocante. Fiquei pensando o que faz as pessoas se exporem assim. E se um segurança visse? Eles não se importam com a possibilidade de alguém da limpeza ser acusado pelo sumiço dos talheres de um restaurante? Ou o sentimento de impunidade é tão forte que tanto faz tanto fez?

Isso me fez refletir que quase todos são corruptíveis quando estão em uma situação que a oportunidade aparece. Qual a diferença entre um político que desvia o dinheiro da saúde para benefícios pessoais e o casal de velhinhos que roubou um par de talheres com cabo azul? Nenhuma. Ambos furtaram sem acreditar em nenhuma forma de punição.

Neste momento senti um desanimo, pois como acreditar em um país mais justo quando as pessoas são desonestas nas pequenas coisas, jogam lixo na rua, fazem mais protesto por um cachorro abandonado do que por uma criança largada dentro de um saco de lixo?

Então a revista Time elege como personalidade do ano os protestantes. E fiquei pensando se esses poucos que se reúnem podem fazer a diferença? Será que nos quatro cantos do mundo existe esperança de se fazer algo melhor? Espero sinceramente que sim.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ah, eu não sou gaúcho

Na sala de café da manhã em um hotel em Gramado, o atendente explica para os turistas vindos, pelo sotaque, do nordeste do Brasil:

- Os gaúchos são os descendentes dos índios. Eles que usavam as facas, calças e botas que hoje fazem parte das tradições nos CTGS.
- Mas aqui são todos gaúchos, não? Pergunta o turista.
- Não – responde o rapaz – Aqui em Gramado são os descendentes de alemães, em Canela estão os gaúchos.

A conversa seguiu com informações totalmente desconexas. Quando a turma foi embora, o casal que estava ao nosso lado chamou o rapaz, que se animou no mesmo tom da conversa. Lá pelas tantas, a senhora questiona:
- Mas você não é gaúcho?
- Não, eu sou descendente de alemão.
- E onde você nasceu?
- Aqui.

Lembrei-me dos estádios de futebol, onde diferentes pessoas, de todas as descendências, raças e crenças gritam em alto e bom tom “Ah, eu sou gaúcho”. No caso do rapaz, imagino que ele não se considere nem brasileiro. O que talvez não saiba é que se ele for fazer uma viagem para a Alemanha, não será tratado como um deles, mas como um turista, pois por mais que ele negue, ele é brasileiro e gaúcho.

Fiquei imaginando o que gera essa necessidade de superioridade pobre, onde o preconceito é latente em cada palavra, onde o racismo com a cidade ao lado é claro como água. O quanto isso deve afetar o nosso dia-a-dia? A escolha dos políticos? O que deve ser melhorado? O que deve ser preservado?

São pessoas que não amam a terra que acolheu os seus antepassados, que as renegam mesmo quando tiram o seu sustento dela. A ignorância sobre a história é aceitável, mas essa negação é digna de obrigar a criatura é frequentar um curso de cidadania.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Enquanto água

No segundo semestre de 2007 tive o prazer de frequentar as aulas de narrativa curta ministradas pelo professor e escritor Altair Martins. Entre debates e leitura de nossos próprios contos, Altair nos apresentava alguns inéditos de sua autoria.

Como já dizia um antigo comercial de TV “o tempo passa o tempo voa” e eu recebo um e-mail para o livro de contos do Altair com o título “Enquanto água”, local ao qual os contos lidos em sala de aula pertenciam. Dei um jeito na agenda e sábado à noite me fui para a Feira do Livro de Porto Alegre.

Junto com a minha querida amiga Karen comprei o livro e foi com emoção que vi nas páginas finais o agradecimento à turma do curso de formação de escritores e o meu nome lá, listado. Quase chorei, afinal, não é sempre que participamos dos primeiros passos de um grande escritor e ainda somos lembrados por ele.

E também fica claro como esse período foi inesquecível para todos os que compartilharam momentos de risada, brigas e lágrimas, pois em um curso em que as pessoas almejam escrever, não poderiam faltar sentimentos e emoções.