quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Cinema: A Viagem (Cloud Atlas)



Os diretores de Matrix juntaram-se ao alemão de Corra, Lola, Corra e buscaram inspiração no romance de David Mitchell, ao qual, ainda não li. No filme, seis histórias, como se fossem seis pequenos contos, são exibidas intercaladas, havendo momentos que a narrativa mistura imagens de todas.

No cartaz diz que tudo está ligado, mas creio que o título em português deixa claro aos que escolhem assistir o que irão encontrar: Cloud Atlas é uma viagem, não apenas pela passagem do tempo, mas por faltar algo que torne está conexão mais interessante além de frases e a coragem que habita os personagens selecionados em cada história.

Existe drama no advogado que salva e é salvo por um escravo. Angustia no jovem artista gay, que muitas vezes encontra refugio em um relato do advogado da primeira história. Correria e violência em um documento que envolve um rico empresário e tem como disparo o encontro de uma jornalista de revista de fofocas com o ex-amante do jovem artista. Comédia no editor que tanto apronta que é colocado em uma clínica pelo próprio irmão. Romance e política marcam as duas últimas histórias, em um futuro mais próximo, Seul já não é mais a mesma e clones são produzidos para serem garçonetes. Uma delas irá virar uma deusa em um período onde a terra voltou aos seus primórdios e seus habitantes mantêm contado com extraterrestres.

A maquiagem, assim como a interpretação de alguns atores, é magnífica a ponto de em um primeiro momento não reconhece-los, visto que é sempre o mesmo grupo passando pelas histórias.

Com quase três horas, ele pode se tornar cansativo, e por essa razão provoca um desejo contraditório de ler ou não o livro. Ainda estou pensando se irei conferir a opinião de um crítico sobre o livro ser fantástico e o filme não corresponder a sua magia. Mas entre muitos filmes interessantes que estão entrando em cartaz no dia de amanhã, para os que não viram, talvez valha mais a pena esperar ele chegar à TV a cabo.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Querido Papai Noel


Depois de muitos anos, volto a lhe escrever para lhe fazer alguns pedidos especiais, visto que a coisa anda difícil.
Primeiro gostaria que o senhor trouxesse nessa noite de natal o sentimento de amor e harmonia para todos. A falta de respeito anda grande, e com isso, o aumento da violência. As pessoas estão cada vez mais egoístas, não se importando se machucam ou não o outro.
Também peço que recolhas junto com os bicos das crianças a inveja dos adultos. O sol existe para todos que o buscam, e já ficou comprovado que o dinheiro em si não trás felicidade, e sim a forma como você o utiliza. Então que as pessoas busquem como objetivo aquilo que aqueça o seu coração e não o que o outro tem.
Consciência política é outro presente necessário. O povo precisa aprender a votar melhor, e quem se candidata precisa ser um espelho do senhor, alguém que busque a felicidade da nação. Não precisamos de cotas, precisamos de boas escolas. Não precisamos de bolsas, e sim de pessoas que sejam preparadas para um mercado tão amplo e cada vez mais carente de mão-de-obra.
Sei que os meus pedidos são grandes, talvez impossíveis, mas não posso deixar de tentar, principalmente quando ainda vejo tantas pessoas tentando fazer o bem e se doando mesmo para quem não conhecem. Para elas, desejo que o senhor traga uma dose extra de amor e esperança, pois precisamos que elas se multipliquem.
Obrigada Papai Noel pelo presente antecipado que me destes, e que me faz lhe pedir essas coisas tão simples e difíceis. Que a sua noite seja tão especial quanto a minha, para que consigas realizar pelo menos um dos meus desejos.

Feliz Natal

domingo, 16 de dezembro de 2012

As Aventuras de Pi



Novo convite do Clube do Assinante da Zero Hora e confesso que aceitei mais pela curiosidade de assistir um filme 3D e ver se era possível usar óculos sob óculos. Mas o que eu encontrei foi uma adorável surpresa.
 
As Aventuras de Pi me surpreendeu por ser uma história linda, que fala sobre Deus de uma maneira simples e delicada em meio a uma tragédia. Baseado no livro A vida de Pi de de Yann Martel, ele conta a história de Piscine, um menino que cresce em um zoológico em Pondicherry e quando está vivendo o primeiro amor, tem a sua modificada pela decisão do pai de vender todos os animais e ir para o Canadá. No caminho o cargueiro afunda, e no bote salva vidas ficam Pi, uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala. O resto, só indo ao cinema para assistir.
 
Creio que não deve haver muita diferença em assistir ele sem ser 3D, e talvez tenha momentos que o telespectador ache a história um pouco parada, mas não desista, a delicadeza com que são colocados os questionamentos e experiências de Pi são alimentos para a alma. Não é uma história religiosa, mas uma história de fé, de acreditar e tentar, mesmo nas piores situações, ver um lado bom sem o exagero de uma Pollyana.
 
Um filme para guardar no coração e relembrar tanto nos momentos de problemas bestas quanto nos complicados.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Minha decepção musical de 2012


 
Fazia anos que eu não tinha um ano assim, cheio de revelações que me partem o coração e alimentam a minha desconfiança. Não que tenha sido um ano ruim, pelo contrário, também realizei sonhos e estou inclusive vivendo um, mas o que isso tem haver com o título deste post?
Desde a minha pré-adolescência eu sonhava em ver um show da rainha da música pop Madonna. Álbuns de fotos, discos, fitas, cd’s, pôsteres, enfim, tudo o que envolvia a diva despertava o meu interesse. E ao ver pela tela da televisão shows como Blonde Ambition e The Girlie Show me instigavam a estar lá, na primeira fila.
Anos literalmente se passaram e ela veio a Porto Alegre. Despedida do Olímpico Monumental. Dois acontecimentos marcantes, duas paixões, e o desespero para conseguir o ingresso. Mas não deu. Juntei daqui e dali e tinha o suficiente para comprar direto, sem intermediários, mas eles haviam acabado e aquela famosa frase de padaria me veio à cabeça ”O sonho acabou”.
Mas como já previa o meu marido, em uma promoção, acabei faturando ingressos de pista simples. Assim, dia 09 de dezembro lá estava eu exibida com a minha barriga comprando uma camiseta XL com foto da minha ídola mor.
Só que a bela resolveu atrasar quase 4 horas, e para quem estava acomodada lá no cantinho seguro do fundão, foi possível observar o quanto de energia do público se perdeu. Playback escancarado, e a desculpa de um resfriado, Madonna não empolgou aqueles que foram vencidos pelo cansaço, pois ela mesma parecia estar ali por estar.
Depois de mais de 20 anos esperando para pisar no mesmo local da rainha da música, acabei saindo durante uma das músicas que mais gosto: Like a prayer. A dor nas pernas, costas e barriga, somado ao desrespeito pelos fãs (e neste caso sou obrigada a dizer a Madonna que Lady Gaga realmente não é ela, pois esta última não deixou os seus monstros gaúchos esperando), fizeram toda a paixão que resistiu a juventude e boa parte da idade adulta esfriar.
Brinco que só não fiquei furiosa por que não gastei com o ingresso, embora o valor do estacionamento e do cachorro quente com salsicha fria tenha sido um roubo, pois se eu houvesse gasto o valor da pista Premium por menos de duas horas de um espetáculo onde o astro principal era o palco, com certeza teria ficado ainda mais desapontada.
Fico então com a Madonna da década de 80 e 90, cheia de atitude, energia, fôlego e carisma. Às vezes admirar a distância faz mais bem.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Filme: Os Penetras

A convite do Clube do Assinante da Zero Hora fui assistir na última quarta-feira (28/11) a pré-estreia do filme brasileiro “Os Penetras”. A comédia é dirigida pelo Andrucha Waddington (o mesmo do excelente Eu Tu Eles) e tem como atores principais Marcelo Adnet e Eduardo Sterblitch.
 
Eduardo é Beto, um cara sem noção, que anda com a carteira cheia de dinheiro, e está tentando recuperar o amor de Laura. Ao ser retirado pelos seguranças do hotel onde o objeto de sua obsessão se encontra, ele tenta o suicídio.
Quem salva o maluco é Marco Polo (Marcelo Adnet) que junto com o seu amigo Nelson (Stepan Nercessian) gosta de invadir as festas da elite da sociedade carioca e vive de aplicar pequenos golpes.  Ao ver a ingenuidade e o dinheiro de Beto, aceita ir conversar com a amada do rapaz, mas ao conhecer Laura (Mariana Ximenes) e ter uma rápida transa com ela, vai o encontro do novo amigo sabendo que ela é uma garota de programa e que também está apaixonado  pela loira.
 
A história é fútil e não acrescenta nada ao conhecimento do expectador, mas ao mesmo tempo é divertida e relaxante, sendo a indicação perfeita para quem deseja um tempinho para desestressar.
Apesar de achar que o personagem Beto poderia se chamar César Polvilho ou Freddy Mercury Prateado (pois Eduardo não inova na interpretação), ele, juntamente com Marcelo e Stepan, garantem sequencias de boas risadas e no final do filme a chance de haver um sorriso no rosto é grande (uma dica: não levante logo após começar a subir as letrinhas).
 
Um filme para não julgar, apenas se divertir.

domingo, 18 de novembro de 2012

Do melhor ao pior


Paris oferece mil e uma coisas para os seus turistas se alimentarem. No primeiro dia, me apaixonei pelas máquinas do Mcdonalds, onde é possível fazer o seu pedido, pagar e só ir ao balcão retirar, sem precisar falar nada em francês. Além disso, os wraps e sorvetes são muito bons.
Também encontrei uma massa quatro queijos expressa que é divina, pena que não guardei o cupom com o nome do lugar, apenas me lembro de que suas placas eram verdes e havia um bem perto do hotel.
No Louvre também há excelentes opções, eu optei por uma pizza que dava direito a uma sobremesa (informo que é o lugar preferido da gurizada), mas muito prático para quem quer entrar logo no museu ou passear por suas lojas.
O traumático pra mim foi a janta de despedida que juntou todos os que participavam do tour. Só de me lembrar do prato, meu estomago fica embrulhado.  O dito era uma carne de pato marinado no próprio sangue com lentilha. Para desagrado dos garçons, a maioria dos pratos retornou quase intactos.
Eu quis bancar a corajosa (devido à fome que sentia) e cheguei a dar 3 garfadas, o gosto é enjoativo, e ao retornar para o hotel, acabei colocando tudo para fora. O que não foi nada agradável, já que às 6 horas saia o meu avião.
Então a minha única sugestão é: cuidado com os pratos exóticos. Se você for muito sensível, não vale a pena nem olhar.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ajudando Claudia Tajes a completar uma história


Ganhar promoções que envolvam livros já é bom. Agora ganhar uma promoção em que você finaliza a história iniciada por uma das suas autoras favoritas é simplesmente maravilhoso.
Pois foi o que aconteceu comigo em uma promoção feita pela Zero Hora durante a feira do livro.

Aos que quiserem ver a história completa, clique aqui.