terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Fátima e a casa dos pastorzinhos


Casa Francisco e Jacinta e Lúcia




Ao entrar na casa das três crianças que a viram Fátima, me senti dentro de um filme sobre sua aparição. O local simples remete a rotina das crianças que receberam os três segredos da santa.




Frases e fotos espalhadas nos fazem refletir sobre como deve ter sido difícil para eles o peso desta visão. Mesmo para quem não acredita em santos ou religião, acaba refletindo sobre os dois lados da fé.







A vila dos pastorzinhos é próximo ao santuário de Fátima e a visitação é gratuita.


Santuário Fátima

Se existe um local que me decepcionei foi o santuário de Fátima. Não sei se foi à chuva. Não sei se foi o cansaço. Mas a sensação que fiquei é de que faltou algo, o sentimento não foi de paz nem tranquilidade, mas de irritação.


A grande igreja fecha às 19hs, em sequencia as lojas na volta. O banheiro não oferece estrutura para crianças pequenas.


Existe o espaço onde fica a imagem da santa e os fiéis sentados. Próximo um fogo para acender as grandes velas. Devido à chuva, não ficamos muito tempo, mas dizem que a procissão das velas é um momento muito bonito.


Devido ao ponto de interrogação, e um sonho maluco onde lá estava eu ajoelhada conversando com Deus, é um lugar que quero voltar com a calma que me faltou.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Mosteiro de Alcobaça


Branco e amplo. Talvez um deslumbre do purgatório, onde cada uma das grandes portas guarda um caminho para quem a escolhe? Esse foi o meu sentimento após caminhar pela igreja que fica dentro do mosteiro.




O que encanta neste mosteiro é o fato dele ser o desfecho de uma nada feliz história de amor. Como ocorria na época, D. Pedro se casou por conveniência, mas acabou se apaixonando pela dama de companhia da esposa, Inês de Castro. O amor correspondido e a viuvez precoce do jovem príncipe alimentavam paixões e controvérsias. Ao ponto do Rei aproveitar a ausência de D. Pedro para assassinar Inês, cujo resultado foi uma guerra travada pelo filho que nunca se recuperou. Quando assumiu o trono, D. Pedro foi atrás dos assassinos e coroou a mulher amada, obrigando os nobres a beijarem sua mão. No mosteiro, foram enterrados frente a frente para no dia do julgamento final ser a primeira visão um do outro.









Seus túmulos planejam este futuro em uma obra detalhista e vingativa. Onde a eternidade guarda castigos para quem os separou e sua união eterna. 




Sobre o mosteiro, em estilo gótico, é considerado patrimônio mundial pela UNESCO. Visitamos apena a igreja, pois estávamos indo para Fátima, e como descobri, precisaria de muito tempo para circular por ali. Justificativa para voltar.



Curiosidade: Com medo de perder os detalhes, pesquisei e segue a história de D. Pedro e Inês de Castro e encontrei neste link um detalhamento melhor para quem quiser se aprofundar: http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/ines_de_castro_-_a_rainha_morta.html

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Nazaré


Praia conhecida pelas ondas gigantes, é extremamente movimentada e conserva tradições. No mirante do Suberco tem uma vista belíssima do alto, onde a espuma branca contrasta com a lida cor do mar. A dica é aproveitar para almoçar e relaxar olhando a paisagem.




Ali encontramos a paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, pequena e dourada, encanta pelos detalhes. E também a capela, aqui nos deparamos com a seguinte lenda (contata pela Marina e pelo Rui, e buscada no Google para não escapar nenhum detalhe que eu tenha esquecido):





"Conta a Lenda da Nazaré que na manhã de 14 de Setembro de 1182, encontrando-se a região em paz com os mouros, D. Fuas Roupinho, alcaide do castelo de Porto de Mós, andava à caça nas suas terras, desporto de sua especial predilecção, quando avistou um veado, e começou a persegui-lo seguido pelos seus companheiros.
Durante a caçada, o veado (na versão popular uma materialização do próprio demónio) dirigiu-se para o litoral em direcção a uma falésia no Sítio da Nazaré. De súbito, ficou tudo encoberto por um denso nevoeiro que se levantava do mar. Quando o cavaleiro se deu conta de estar no topo da falésia, em perigo de morte, reconheceu estar ao lado da gruta onde se venerava uma pequena imagem, de nossa Senhora com o Menino e rogou, num grito desesperado, à Virgem Maria: “Senhora, Valei-me!”. Imediata e milagrosamente o cavalo estacou fincando as patas no bico rochoso suspenso sobre o vazio, o Bico do Milagre, salvando-se assim o cavaleiro e a sua montada de morte certa, enquanto que o veado se precipitava até ao Oceano, mais de cem metros abaixo.
Em preito de gratidão, o nobre cavaleiro, mandou chamar pedreiros e permaneceu no local até começar a ser erigida sobre a gruta, em memória do milagre, uma pequena capela, a Capela da Memória, para ali passar a estar exposta, à veneração dos fiéis, a milagrosa imagem de origem desconhecida. Quando os pedreiros desfizeram o altar existente na gruta, encontraram um cofre em marfim, contendo algumas relíquias e um pergaminho no qual se relatava a história da pequena imagem esculpida em madeira, representando uma Virgem Negra sentada, a amamentar o Menino.” (http://terrasdeportugal.wikidot.com/lenda-da-nazare)
 



Vale a pena guardar um tempo para caminhar e curtir o local.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Óbidos


Charretes, flores na janela, uma bicicleta enfeitadas, uma igreja que virou livraria, muitas lojinhas em uma vila muito gostosa de se passear. Presente de casamento do rei Dinis para a rainha Isabel, manteve suas casas brancas intocadas pelo tempo encantando a todos os que ali vão visitar.




Um castelo que virou hotel, um poço que virou lixeira, é o homem não sabendo preservar. Quem sabe se colocasse os porquinhos na gaiola do pensamento isso iria se endireitar? Também pode ficar esticadinho, para fazer os neurônios trabalhar? Calma, sei bem que o uso da tortura não é santa, mas que dá vontade de colocar algumas pessoas ali, nem que seja por um minuto, dá.




Óbidos permite caminhar pelos muros que a cercam, ela inspira história e poesia. Mesmo em um dia de chuva. Não se deve deixar de provar a Ginjinha e saborear o copinho de chocolate que ela vem.


Para os apaixonados por livros, não deixe de visitar a Livraria Santiago, onde os livros possuem o seu próprio altar e caricaturas de Fernando Pessoa e Saramago são encontradas.